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No dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, secretária da ABCD destaca ações educativas antidopagem

publicado: 20/02/2020 19h00, última modificação: 20/02/2020 23h47
Em ano olímpico, Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem tem calendário movimentado com os testes dos atletas e campanhas de conscientização

Em anos olímpicos e paralímpicos os casos de dopagem ganham maior repercussão. A bandeira da Rússia, por exemplo, não estará representada em Tóquio 2020 por conta dos escândalos que envolveram confederações, entidades e autoridades locais. Por aqui, a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem tem um calendário movimentado com os testes dos atletas e campanhas de conscientização. Neste 20 de fevereiro, Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, a secretária nacional da ABCD, Luisa Parente, destaca a importância de se ter datas que motivem as discussões sobre o tema.

 

“É sempre importante ter um dia que marque qualquer luta e qualquer forma de aprofundamento sobre um tema, porque se cria a oportunidade de discutir mais os assuntos e de se levar a informação de forma mais contundente para a população. É importante um Dia Nacional, porque sempre se mobiliza mais em função disso”, apontou Parente.

 

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A campanha Jogo Limpo, que no ano passado alcançou mais de 78 mil pessoas, integra um dos pilares do trabalho realizado pela ABCD. “O programa de educação da ABCD está baseado em quatro pilares, seguindo o padrão internacional da Wada (Agência Mundial Antidopagem), e o primeiro pilar é a educação. Respeito às regras, respeito às pessoas, condutas adequadas, solidariedade, respeito ao próprio organismo, ao corpo. Você se respeitando, não vai ingerir qualquer substância que te faça mal. Até mesmo alimentos, a gente sabe que os excessos prejudicam”, argumenta a secretária.

 

As orientações são passadas conforme as características de cada grupo. A abordagem com as crianças e os jovens é diferente daquela feita com atletas profissionais. Segundo Luisa Parente, com os desportistas mais novos o objetivo é dar instrumentos e informações para que eles sejam capazes de decidir e resistir à oferta de drogas. Para a delegação que vai representar o Brasil em Tóquio, a abordagem será feita inclusive no embarque para os Jogos.

 

“Nós temos um calendário repleto de ações e de participações da equipe da ABCD junto à delegação brasileira. As diversas confederações estão nos solicitando e este calendário está sendo montado de forma conjunta e eficiente, porque reúne cada categoria, cada naipe. Especialmente as que vão para os Jogos, em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil, a ABCD está à disposição para participar do pré-embarque para fazer esse alerta. A campanha Jogo Limpo é permanente, então a gente segue ano a ano batendo nessa tecla”, observa.

 

Vantagem?

 

Nem sempre o doping busca uma vantagem esportiva. Há casos de drogas ilícitas que inclusive prejudicam a performance dos atletas. Mas de acordo com as regras que formam o Código Antidopagem, é uma responsabilidade objetiva do atleta o consumo destas substâncias e havendo a detecção, ele terá que responder pelos atos. Cocaína, maconha, heroína, no entanto, não estão entre as substâncias mais encontradas nos testes realizados pela ABCD.

 

São nove classes de substâncias proibidas na lista geral da Wada e mais uma de substâncias específicas de modalidades. Na classe de estimulantes, está a cocaína, dos narcóticos, estão morfina e heroína, e dos canabinoides, estão a maconha e o haxixe. Além das punições em que os atletas estão sujeitos, no caso destas substâncias, a ABCD oferece a informação do tratamento médico, em comunidades terapêuticas, por exemplo. No caso do álcool, uma droga lícita no Brasil, ele é proibido em algumas modalidades, como no automobilismo e nas que envolvem mergulho.

 

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