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Acordo de combate ao doping será tema de conferência de ministros de Esporte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

publicado: 23/03/2018 00h00, última modificação: 28/01/2020 12h51
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Foto: Paulo Rossi/ME

Nos trabalhos de conclusão do Simpósio Anual da Agência Mundial Antidoping (Wada), encerrado nesta sexta-feira (23.03), em Lausanne, na Suíça, representantes dos governos de Brasil, Portugal, Cabo Verde e Angola se reuniram para discutir um possível acordo geral de controle de dopagem dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da qual fazem parte ainda Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Guiné Equatorial e Timor-Leste.

 

O secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Rogério Sampaio, que representou o ministro Leonardo Picciani no evento da Wada na Suíça, encontrou-se com o assessor especial da Secretaria da Juventude e do Desporto do Ministério da Educação de Portugal, Paulo Fontes; com o diretor de Pesquisa da Organização Nacional de Controle de Dopagem de Cabo Verde, Emanuel Passos; e com a coordenadora da futura agência antidoping de Angola, Maria Stella Cristiano. Também participaram da reunião os diretores da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) Sandro Teixeira (Informação e Educação) e Christian Trajano (Operações).

 

A ideia de construir uma política unificada de combate ao doping na CPLP já havia sido debatida na semana passada, quando Teixeira e Trajano visitaram em Lisboa a Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP). Os dois conversaram com o presidente da ADoP, Rogério Jóia, sobre ações de cooperação no bloco lusófono. Hoje apenas Brasil, Portugal e Cabo Verde têm organizações nacionais de controle de dopagem (NADOs) estruturadas.

 

Paulo Fontes sugeriu que reunião agendada para Cabo Verde, no período de 21 a 23 de abril, que já incluía na pauta o combate ao doping, seja o fórum para preparar o assunto com vistas à Conferência de Ministros de Juventude e Desporto da CPLP, marcada para 19 e 20 de julho, em São Tomé e Príncipe.

 

Rogério Sampaio confirmou o interesse em consolidar um bloco lusófono e defendeu que a experiência brasileira na recente estruturação do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem faça parte das discussões em direção a uma política unificada, importante até mesmo para o fortalecimento das relações com a Wada.

 

A promoção de intercâmbio de treinamento entre o pessoal técnico das NADOs e o fornecimento de material de testes antidoping para países que ainda não desenvolveram suas agências nacionais também estão na lista de possíveis ações integradas.

 

A proposta de adoção de um símbolo da política antidoping comum a todas as nações da CPLP, que já havia sido levantada no encontro entre os diretores da ABCD e o presidente da ADoP em Lisboa, voltou a ser citada e deve ser levada às conferências de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe.

 

Paulo Rossi, de Lausanne (Suíça)
Ascom – Ministério do Esporte