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Brasil encerra Sul-Americano Escolar com recorde de medalhas e compromisso de sediar edição de 2020

publicado: 07/12/2019 00h00, última modificação: 17/12/2019 17h06
País conquistou 103 medalhas, sendo 52 de ouro, 28 de prata e 23 de bronze

Os 168 atletas brasileiros que disputaram os Jogos Sul-Americanos Escolares, em Assunção, no Paraguai, retornam para casa com a mala cheia. Na bagagem, o resultado recorde de 103 medalhas conquistadas: 52 ouros, 28 pratas e 23 bronzes. É o melhor desempenho do Brasil na história dos Jogos, superando a edição de 2014 disputada em Aracaju (SE), com 87 pódios.

 

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Como sede da edição de 2020, Brasil recebe a bandeira dos Jogos. Foto: Matheus Bacellar / Ministério da Cidadania

 

Além das medalhas, a delegação também traz para o país a bandeira dos Jogos. Na festa de encerramento, na noite desta sexta-feira (06.12), a ministra da Secretaria Nacional de Esportes do Paraguai, Fátima Morales, entregou ao chefe da missão do Brasil, Luiz Carlos Delphino, a bandeira do Conselho Sul-Americano de Esportes (Consude). A transmissão da bandeira foi uma resposta à iniciativa do governo brasileiro de sediar a competição em 2020.

 

Recorde na natação


"O desempenho brasileiro foi excepcional. Essa é a nossa melhor participação em 25 anos de Jogos Sul-Americanos", celebrou Delphino, membro da Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE). Segundo o dirigente, as marcas alcançadas pelos estudantes no atletismo e na natação se equivalem aos resultados do alto rendimento.

 

A natação conquistou 39 medalhas, o atletismo 26 e o judô 17. Nas modalidades coletivas, o Brasil também brilhou: ouro no futsal feminino e masculino, ouro no basquete masculino, prata no feminino, prata no handebol masculino e feminino, e ouro no vôlei feminino.

 

Seis ouros no tênis de mesa


O último dia de competições serviu para coroar a campanha do Brasil no tênis de mesa. As finais individuais, feminina e masculina, contaram com 100% de atletas brasileiros. Giulia Takahashi derrotou Victória Strassburge e Leonardo Kenzo Lizuka venceu Eduardo de Oliveira Fragoso. Ao todo, a modalidade conquistou dez medalhas, sendo seis ouros, duas pratas e dois bronzes.

 

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A jovem Giulia Takahashi conquistou quatro medalhas de ouro. Foto: Matheus Bacellar / Ministério da Cidadania

"Foi minha primeira vez nos Jogos Escolares e estou bem satisfeita com meus resultados, porque entrei bem confiante", disse Giulia, que conquistou quatro medalhas de ouro nos Jogos.

 

Prata no xadrez


O Brasil terminou a competição de xadrez com uma medalha de prata no individual masculino, com Leonardo Hisao Herai Borges, 14 anos. Um resultado distante do excelente desempenho em Arequipa, no Peru, em 2018, quando o país terminou a competição com quatro medalhas de ouro (três no individual e uma por equipes). Neste ano, os atletas do Peru mostraram porque o país é uma potência na modalidade: conquistaram quatro medalhas de ouro.

 

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Brasil encerra os Jogos com recorde de 103 medalhas conquistadas. Foto: Matheus Bacellar / Ministério da Cidadania

Os Jogos Sul-Americanos Escolares são realizados todos os anos pelos países integrantes do Consude, organização intergovernamental que visa o desenvolvimento da atividade física e do desporto dos países da América do Sul. As competições contribuem para o desenvolvimento esportivo, cultural e o intercâmbio entre os estudantes. O objetivo é fortalecer os laços de amizade e a aceitação de diferentes costumes e práticas sociais por meio do esporte.

 

A participação do Brasil contou com a parceria entre o Ministério da Cidadania, por meio de convênio entre a Secretaria Especial do Esporte, e a Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE), no valor de R$ 1,8 milhão.

 

 

Andrea Cordeiro, de Assunção, no Paraguai
Ascom – Ministério da Cidadania