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Jogos Mundiais Militares

Brasil só é superado pela China e fica com a prata por equipes na ginástica artística nos Jogos Mundiais Militares

publicado: 23/10/2019 16h32, última modificação: 17/12/2019 18h17

O ginásio do Centro Olímpico de Hubei, em Wuhan, na China, recebeu nesta quarta-feira (23.10) a final por equipes da ginástica artística dos 7º Jogos Mundiais Militares. Formado por Arthur Zanetti, Caio Souza, Francisco Barretto, Lucas Bitencourt e Luis Porto, o time brasileiro só não conseguiu fazer frente à forte equipe chinesa, que obteve uma soma de notas superior em todos os aparelhos. Dessa forma, o pódio teve a China em primeiro, com 260.294 pontos, seguida por Brasil (243.526) e Coreia do Norte (237.627).

 

"O nível foi alto. A equipe do Brasil estava completa, a da China também. São os caras que estavam agora no Mundial e que vão estar nas Olimpíadas. O Brasil fez sua parte, competiu bem. A gente sabe que bater a China é complicado, mas estamos trabalhando para que isso um dia aconteça", afirmou Arthur Zanetti. Na final desta quarta, os donos da casa contaram com dois integrantes do time que conquistou o vice-campeonato no Mundial da modalidade, disputado em Stuttgart, na Alemanha, de 4 a 13 de outubro: Shudi Deng e Jingyuan Zou.

 

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Apresentação da seleção brasileira de ginástica artística na disputa por equipes nos Jogos Mundiais Militares. Foto: Rodolfo Vilela/ rededoesporte.gov.br

 

Para Zanetti, o momento é de foco total em Tóquio 2020. "O objetivo da seleção é buscar o maior número de finais nas Olimpíadas. Provavelmente os especialistas vão trabalhar bem duro, focados em seu aparelho. Eu vou treinar muito nas argolas, o Nory que agora veio de um ouro no Mundial na barra, vai treinar bastante isso, para que a gente consiga pegar uma final e buscar uma medalha para o nosso país".

 

Arthur Nory não pôde disputar a competição militar em decorrência de uma lesão no ombro. O atleta, entretanto, fez questão de estar ao lado dos companheiros durante os Jogos. "Vim porque não estamos com o nosso treinador. Conheço muito essa equipe, estamos juntos desde sempre, então estou aqui para dar suporte, apoiar e ir junto até o final", destacou. Para Nory, o desempenho da seleção esteve dentro do planejado. "A gente sabia que ia ser pedreira, ainda mais com a China com a equipe principal dentro de casa. Fizemos uma boa competição, estávamos unidos e focados para concluir o objetivo. Vindo de um campeonato já com uma intensidade tão grande, como é o Mundial, fizemos a nossa parte, um ajudando o outro e assim vamos até o último dia dos Jogos", analisou. No sábado, serão disputadas as finais por aparelhos.

 

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Apresentação da seleção brasileira de ginástica artística na disputa por equipes nos Jogos Mundiais Militares. Foto: Rodolfo Vilela/ rededoesporte.gov.br

 

Investimento


Da lista de 345 atletas confirmados nos 7º Jogos Mundiais Militares, divulgada pelo Ministério da Defesa, 177 (51,3%) são contemplados com o Bolsa Atleta. Entre os convocados, 200 são homens (96 bolsistas) e 145 são mulheres (81 bolsistas). Considerando apenas as modalidades que fazem parte dos Jogos Olímpicos, a delegação brasileira conta com 288 atletas, sendo que 174 (60,4%) são bolsistas. O investimento total é de R$ 8.037.900,00.

 

"O Bolsa Atleta é essencial. Se não tivéssemos esse apoio, provavelmente vários de nós não estaríamos praticando esporte. É o suporte que a gente tem para viajar, para fazer a suplementação, para ir para o treino. Supre praticamente tudo o que a gente precisa", apontou o ginasta Arthur Zanetti.

 

Pedro Ramos, de Wuhan, na China - www.rededoesporte.gov.br