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CBJ compartilha experiência da Lei de Incentivo com técnicos da Secretaria Especial do Esporte

publicado: 09/10/2019 16h03, última modificação: 02/12/2019 18h47

O judô é a modalidade olímpica brasileira mais vitoriosa em Jogos Olímpicos, com 22 medalhas. Fora dos tatames, o esporte é também referência na busca de recursos para mais bem garantir a evolução e a preparação dos atletas. Durante o evento Café com Incentivo, nesta quarta-feira (09.10), a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) compartilhou com técnicos da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania a experiência em elaboração, captação e execução de projetos com recursos da Lei de Incentivo ao Esporte.

Os números mostram a força do judô. O esporte conta com mais de 2,5 milhões de praticantes no Brasil, 1.942 clubes, 3.631 instituições e 85.645 atletas federados em todo o país. A CBJ é a terceira entidade que mais captou recursos desde o surgimento da Lei de Incentivo. Nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a expectativa é que, com a inclusão da disputa por equipes, o país contará com 15 possibilidades de pódios e chances reais em todas as categorias.

O diretor de Marketing e Eventos Internacionais da confederação, Maurício Carlos dos Santos, explicou como o mecanismo legal possibilitou que o esporte crescesse no país. “A Lei de Incentivo veio para mudar os paradigmas do esporte no Brasil. Tínhamos uma linha de trabalho até ter a oportunidade do recurso incentivado. Muito foi feito até aqui, mas ainda podemos fazer muito mais. No mercado de captação de recursos só existe a medalha de ouro – que é o recurso captado, dinheiro na conta e projeto executado”, disse.

O secretário nacional do Esporte, Décio Brasil, ressaltou a troca de experiência entre os atletas e os funcionários da pasta. “O Café com Incentivo é uma atividade muito importante para o proponente e para os funcionários da secretaria. É uma oportunidade para mostrar aos atletas quem trabalha na análise de projetos. Existe no Congresso Nacional uma proposta de mudança na lei e estamos lutando para passar de 1% para 3% o aporte para pessoa jurídica, e de 6% para 9% para pessoa física. Isso será um atrativo maior para os empresários e empresas patrocinarem o nosso esporte”, afirmou.

A Confederação de Judô utiliza o mecanismo legal para custear recursos humanos, passagens aéreas nacionais e internacionais, equipes técnicas, equipe de trabalho, pagamento de arbitragem, equipe multidisciplinar e treinamento de campo.

O judoca Rafael Silva, o Baby, teve a oportunidade de transmitir a visão dos atletas beneficiados diretamente por meio do mecanismo legal. “Comecei a competir nas categorias de base, há 13 anos, e a diferença é gritante de como o esporte foi evoluindo e como toda a estrutura foi mudando com o tempo. Os atletas aqui tiveram a vida transformada por meio do esporte. Todo mundo tem um grande sonho, de ir para uma Olimpíada, de trazer um ótimo resultado para o país. A Lei de Incentivo existe para transformar o esporte de uma forma fantástica. Antes, os atletas da seleção disputavam cerca de quatro competições internacionais por ano e hoje a gente participa, contando com as categorias de base, de eventos toda semana”, acentuou.

“Quando o atleta entra para a Seleção de Base ele não tem mais despesas, pois a confederação arca com todos os custos. A entidade arca com passagens aéreas, hospedagens, alimentação para participar dos principais eventos do circuito mundial. A seleção tem cerca de 70% das despesas com recursos oriundos pela Lei de Incentivo ao Esporte”, destacou Maurício.



“Quanto ao marketing esportivo, se você quiser milhões na conta, você precisa ser visto por milhões de pessoas. A conta é essa e é uma conta direta. Por isso que o instrumento televisão é tão importante no mercado do esporte. Em termos de transmissão de televisão, a CBJ vem buscando a cada ano manter a sua visibilidade. O Grand Slam, em Brasília, teve uma transmissão para 146 países”, acrescentou o diretor.

A CBJ também elaborou projeto para comprar equipamentos esportivos para equipar as 27 federações estaduais de judô. O kit conta com tatame, áreas oficiais para competição, vídeo replay e toda a instrumentalização de uma competição de alta rendimento. Com os equipamentos, todos os estados do país têm condições de promover eventos nacionais.

Além da presença do secretário Décio Brasil, a primeira edição de 2019 do Café com Incentivo contou com a presença do secretário especial do Desenvolvimento Social, Lelo Coimbra, do secretário nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social, Washington Cerqueira, do secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Ronaldo Lima dos Santos, e da secretária da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, Luísa Parente.

Breno Barros - Ministério da Cidadania