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Confederação planeja trazer para o Brasil eventos internacionais de judô

publicado: 02/09/2018 00h00, última modificação: 20/01/2020 14h53
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Foto: Francisco Medeiros/ME

No tatame, as grandes promessas do judô brasileiro, que disputam desde a manhã de sábado (01.09) o Campeonato Brasileiro Sub-15. Fora do dojô, um trabalho de planejamento para reinserir o Brasil no calendário de eventos internacionais. O cenário desenhado em Blumenau (SC), neste fim de semana, une os resultados esportivos, que transformaram o judô na modalidade individual que mais medalhas olímpicas rendeu ao país (22), à ideia de participar ativamente do mercado mundial de competições.

 

Por ocasião da abertura do Brasileiro Sub-15, no Ginásio Galegão, em Blumenau, o presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Silvio Acácio Borges, apresentou ao ministro do Esporte, Leandro Cruz, os planos da entidade para sediar eventos internacionais. Desde 2013, quando o país organizou com sucesso o Campeonato Mundial, realizado no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, as principais competições da Federação Internacional de Judô passaram ao largo do Brasil.

 

"No Mundial de 2013, 16 mil pessoas assistiram no Maracanãzinho à final por equipes, entre Brasil e Japão. Fomos pioneiros no uso de iluminação LED durante as lutas. Já organizamos três Mundiais, quatro competições do Grand Slam e sete etapas da Copa do Mundo. Precisamos retomar essa tradição", afirmou Silvio Borges.

 

O próximo palco onde o Brasil pretende mesclar medalhas e articulações nas salas de reunião é Baku, capital do Azerbaijão. O país na fronteira entre Europa e Ásia vai sediar, de 20 a 27 de setembro, o Campeonato Mundial de Judô. A CBJ pretende sair de lá com a confirmação de que o Brasil sediará ao menos um evento internacional. Há três no radar para os dois próximos anos: Campeonato Mundial Interclubes, etapa da Copa do Mundo e Congresso Internacional de Arbitragem. Rio de Janeiro e Blumenau já figuram como cidades interessadas.

 

Na cerimônia de abertura do Brasileiro Sub-15, Leandro Cruz elogiou a capacidade de gestão dos dirigentes do judô nacional: "A CBJ mais uma vez dá um exemplo de organização ao esporte brasileiro, com correta utilização de recursos e investimentos em seus atletas".

 

O ministro destacou que as arenas do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro, e o Centro Pan-Americano de Judô, em Lauro de Freitas (BA), têm todas as condições para sediar grandes eventos internacionais.

 

Paulo Rossi, de Blumenau (SC)