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Jogos Escolares Sul-americanos

Em cerimônia de abertura, XXV Jogos Escolares Sul-americanos reforçam a amizade entre os povos do continente

publicado: 01/12/2019 18h37, última modificação: 18/12/2019 11h31

As luzes do ginásio da Secretaria Nacional de Desportes (SND) se apagaram e o telão exibiu o momento em que Campi, a mascote, abriu oficialmente os Jogos Escolares Sul-americanos em Assunção, no Paraguai, ao lançar uma flecha com fogo na direção de uma pira simbólica. Campi é uma homenagem ao pássaro Campana, espécie presente no Paraguai e no Brasil, onde é conhecida por Araponga.

 

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Atletas brasileiros na cerimônia de abertura dos Jogos Sul-Americanos. Foto: Matheus Bacellar / Ministério da Cidadania

 

O público delirou. No centro do ginásio, centenas de atletas representantes da Argentina, da Bolívia, do Brasil, de Bonaire, do Chile, do Equador, do Peru, de Suriname, do Uruguai e dos donos da casa, o Paraguai, celebraram o início desta edição dos jogos. Ao todo, 1.471 adolescentes sul-americanos, com idades entre 12 e 14 anos, vão participar dos seis dias de competição.

 

Para o representante do governo brasileiro em Assunção, o secretário especial adjunto do Esporte, Marco Aurélio Araújo, o esporte escolar é uma das principais ferramentas para o desenvolvimento de crianças e jovens. "Os jogos são muito importantes porque permitem o encontro entre nações e possibilitam o intercâmbio sul-americano", disse.

 

No discurso de abertura, a ministra da Secretaria Nacional de Esportes do Paraguai, Fátima Morales, reforçou a mensagem do evento: "Somos todos amigos e o esporte nos ensina a convivência pacífica e o respeito", afirmou. A festa contou ainda com uma apresentação da companhia de dança Sussy Sacco e do cantor Ivan Zavala.

Jogos Escolares Sul-Americanos 2019


Revanche

 

A delegação brasileira é composta por 168 atletas (84 meninos e 84 meninas) e tem como missão manter o país no topo do continente. Na edição de 2018, o Brasil ficou em primeiro lugar, após a conquista de 85 medalhas (40 de ouro, 27 de prata e 18 de bronze). O resultado superou em 25 medalhas o desempenho da edição de 2017, quando o país também terminou em primeiro.

 

Neste ano, a busca pelo topo terá a revanche como tempero especial. A seleção feminina de futsal veio a Assunção com a missão de derrotar as paraguaias, que venceram o Brasil em casa, em 2014. "Nossa expectativa é de que o Brasil termine a competição em primeiro, com vitória sobre o Paraguai no futsal feminino", revelou o presidente da Confederação Brasileira de Desporto Escolar, Antônio Hora.

 

Além do futsal, os estudantes brasileiros, que representam estados de todas as regiões do país, competirão em mais 10 modalidades, sendo uma delas, o atletismo, para atletas com deficiência intelectual. Para essa disputa, o Brasil contará com seis atletas: três meninos e três meninas. As demais modalidades são: xadrez, atletismo, basquete, handebol, natação, tênis de mesa, judô, vôlei e vôlei de praia.

 

Os jogos são realizados todos os anos pelos países integrantes do Conselho Sul-Americano de Esporte (Consude), organização intergovernamental que visa o desenvolvimento da atividade física e do desporto nos países da América do Sul. Os jogos contribuem para o desenvolvimento esportivo, cultural e o intercâmbio entre os estudantes. O objetivo é fortalecer os laços de amizade e a aceitação de diferentes costumes e práticas sociais por meio do esporte.

 

A participação do Brasil conta com a parceria do Ministério da Cidadania, por meio de convênio entre a Secretaria Especial do Esporte e a Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE), no valor de R$ 1,8 milhão.

 

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Ascom – Ministério da Cidadania