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Em Goiânia, associação de handebol faz ponte entre esporte social e alto rendimento

publicado: 08/08/2018 00h00, última modificação: 21/01/2020 13h18
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Foto: Monique Damásio/ME

Quando as jovens Abyda Rafaella, Juliana Morgana e Giulia dos Santos vestiram o uniforme da seleção brasileira feminina de handebol, durante o Campeonato Pan-Americano Júnior no início do ano, a ex-jogadora e atual dirigente do clube Força Atlética, Lilian Queiroz Antônio, teve a sensação de dever cumprido. Foi o momento em que a dirigente viu a concretização do caminho entre o esporte social e o caminho do alto rendimento.

 

Ex-atleta e uma das fundadoras em 2003 da Associação Cultural Esportiva Força Atlética, Lilian Queiroz está há quatro anos à frente da entidade que desenvolve o handebol em Goiânia. O trabalho é desenvolvido em duas vertentes: social, com atividades que envolvem a iniciação ao esporte atendendo cerca de 500 crianças, e o alto rendimento, com treinos voltados para as categorias infantil, cadete, juvenil, júnior e adulta, todas no feminino. Os treinos do Força Atlética são realizados no Centro de Excelência de Esportes de Goiás, no Setor Central da cidade.

 

"O nosso objetivo é tornar o projeto a maior equipe de handebol do país. Hoje somos a referência no Centro-Oeste. Conquistamos o Campeonato Brasileiro Sub 20 no ano passado, superando equipes tradicionais. Isso mostra que o trabalho está no caminho certo. Temos uma equipe de alto rendimento bem jovem, até 20 anos, e temos a total noção de que o nosso trabalho é de médio e longo prazo", explicou Lilian.

 

As jogadoras da equipe Força Atlética de handebol estão em Brasília disputando a conferência central dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs). Nesta quarta-feira (08.08), as atletas aproveitaram o intervalo entre as partidas para conhecer a sede do Ministério do Esporte. Elas foram recebidas pelo secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento, Luiz Celso Giacomini.

 

"O projeto de alto rendimento é garantido por meio de recursos captados por meio da Lei de Incentivo. Conseguimos manter dois apartamentos e 18 atletas treinando todos os dias, além de jogar na Liga Nacional, que é a principal competição de handebol do país. Por outro lado, o bacana é que temos também atletas do projeto social que integram as categorias de base de alto rendimento", acrescentou Lilian.

 

A associação apresentou proposta de projeto no Edital 2018 da Secretaria de Alto Rendimento. A ideia é estruturar a equipe de alto rendimento, com a aquisição de equipamentos para treino físico e técnico, material fisioterápico, além de participações em torneios e contratação de comissão técnica. A entidade pretende garantir estrutura dentro e fora das quadras para as jogadoras. "Queremos garantir as nossas atletas o acesso à universidade, plano de saúde para que elas acreditem que por meio do esporte elas podem garantir uma qualidade de vida melhor para a família", disse Lilian.

 

Breno Barros - Ministério do Esporte