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Ginástica Artística

Em Live com Mosiah Rodrigues, Arthur Nory destaca importância da Bolsa Atleta no auxílio a esportistas na quarentena

publicado: 30/04/2020 16h06, última modificação: 30/04/2020 16h14
Medalhista olímpico e campeão mundial define o benefício federal como uma segurança em tempos de competições canceladas e diz que segue treinando de forma improvisada em casa

Medalhista de bronze no solo nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Campeão mundial na barra fixa em Stuttgart, em 2019. Prata no individual geral nos Jogos Pan-Americanos de Lima, também no ano passado. Um dos principais nomes do país na história da ginástica artística, o paulista Arthur Nory participou, nesta quinta-feira (30.04), de uma Live no Instagram promovida pela Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. 

 

Foto: Abelardo Mendes Jr./ rededoesporte.gov.br

 

O bate-papo foi conduzido por Mosiah Rodrigues, ex-ginasta olímpico e hoje coordenador-geral do Programa Bolsa Atleta do Ministério da Cidadania,  Durante quase meia hora, Nory falou sobre vários temas, entre eles a importância do Bolsa Atleta para sua carreira e como ele está lidando com as limitações impostas pelo isolamento social decorrente da pandemia do COVID-19. 

 

Confira como foi a Live com Arthur Nory: 

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Nory fez questão de ressaltar a importância que o Bolsa Atleta teve em sua carreira. Ele fala com conhecimento de causa, pois recebe o benefício desde 2009, antes mesmo de disputar a primeira competição internacional, os Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura, em 2010. Naquela ocasião, ele quase voltou para casa com medalha: terminou em quarto no salto. 

 

“Eu acho que o Bolsa Atleta é muito importante. Tem muita gente que não conhece, que não sabe, mas para os atletas de modalidades olímpicas a gente começa a receber já com 14 anos. Tem todo um processo seletivo, uma inscrição, e tem que tomar cuidado com as datas, pois eu já perdi data de inscrição. Depois não adianta ficar chorando”, brincou. 

 

Em 2019, o programa passou pela recomposição de seu orçamento pelo governo federal. Isso permitiu que uma nova lista de 3.142 atletas contemplados fosse publicada em abril, num investimento de R$ 31 milhões. Com isso, o programa, que havia perdido força na gestão anterior, tem atualmente mais de seis mil atletas atendidos.

 

“Sempre que abrem as inscrições, mando a minha e compartilho o serviço para todo mundo, porque é um incentivo aos atletas e é um recurso a mais para a gente se desenvolver dentro do esporte. Temos esse comprometimento com o programa, de dar esse retorno. Conforme os resultados, você vai crescendo. Tem o valor nacional, o internacional e vai até o pódio”, detalhou. 

 

Nory também falou sobre a importância de o benefício estar sendo pago normalmente neste momento de isolamento, mesmo com os atletas não tendo condições de competir em função da suspensão de praticamente todo o calendário esportivo mundial. 

 

“O Bolsa Atleta está lá para amparar a gente. Tem muitos atletas que dependem do programa e podem ter essa segurança, porque estamos afastados (das competições). Então, como vamos ter resultados e dar esse retorno?” 

 

Rotina e Tóquio 2020 

 

O Brasil soma 178 vagas garantidas nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Desse total, 51 já têm nome e sobrenome definido. As demais dependem de convocação das equipes técnicas. Desse grupo de 51, 47 (92,1%) são integrantes do Bolsa Atleta. O investimento federal anual no grupo é de R$ 5,98 milhões.

 

Na ginástica artística, a equipe masculina já tem vaga garantida e, no feminino, Flavia Saraiva já carimbou seu passaporte para a competição individual. 

 

Em um mundo em condições normais, Nory, a essa altura, estaria na fase final da preparação para as Olimpíadas. A pandemia mudou tudo. Atualmente, ele treina em casa, numa rotina muito diferente daquela que estava acostumado. 

 

“No começo, a gente estava na incerteza sobre o adiamento ou não dos Jogos. Depois que bateram o martelo e falaram que seria adiado, os treinadores e toda a comissão se planejaram e começaram a encontrar formas para reunir todos os atletas por aplicativo e a gente treina. Treinamos todos os dias a partir das 9h30. Eu inclusive estava postando as fotos do treino de hoje antes dessa Live”, contou o ginasta. “Estamos nos adaptando. É isso o que a gente tem e estamos usando as coisas que temos em casa. A mochila a gente coloca livros dentro para fazer de peso, temos elásticos, e estamos encontrando essas formas para nos manter ativos e motivados para os Jogos do ano que vem”, prosseguiu. 

 

Além dos treinos adaptados, ele ressaltou que as outras áreas que são fundamentais para os atletas, como nutrição e acompanhamento psicológico, seguem mantidas, mesmo que a distância, e isso tem sido fundamental nesse período. 

 

“A gente mantém virtualmente, principalmente o trabalho psicológico, que é fundamental para o atleta de alto rendimento e para todo mundo, acredito, para colocar a cabeça no lugar e ajudar controlar a ansiedade, porque atleta dentro de casa não sabe onde gastar a energia. Então precisa controlar bastante a cabeça para estar bem e fortalecer esses outros pontos do atleta. A gente continua virtualmente os trabalhos e a nutricionista também está acompanhando com a gente e a fisioterapia fazemos todo dia. Os 40 minutos iniciais antes dos treinos é com fisioterapia”, detalhou. 

 

Luiz Roberto Magalhães - Ascom - Ministério da Cidadania