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Em quatro dias, 40 bolsistas subiram ao pódio em 11 modalidades no Pan

publicado: 31/07/2019 18h25, última modificação: 02/12/2019 18h48

Na juventude expressa na goleira de handebol Renata Arruda e na mineira Milena Titoneli, do taekwondo, ao tricampeonato de Fernando Reis no levantamento de peso. Do ouro em equipes da ginástica artística à campanha histórica do triatlo. Passados apenas quatro dias de competição com medalhas nos Jogos Pan-Americanos, a relevância do Bolsa Atleta, da secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, é perceptível no quadro de medalhas brasileiros.

O país abriu o quinto dia de competições com 36 medalhas, com 11 ouros, oito pratas e 17 bronzes, na terceira colocação geral, atrás de Estados Unidos e México. Dessas 36 medalhas, 30 tiveram a presença de integrantes do programa da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.

Renata Arruda durante a final do handebol: vitória brasileira sobre a Argentina. Foto: Abelardo Mendes Jr./rededoesporte.gov.br

Os bolsistas foram protagonistas na conquista de nove ouros, seis pratas e 15 bronzes. A relevância se reflete também nas provas por equipe. Nove dos dez atletas da ginástica artística são bolsistas, assim como as duas do pentatlo feminino, os quatro do triatlo, oito das 14 do handebol feminino e um dos quatro do hipismo.

"Antes de começar na seleção eu já atuava pelo meu clube, o Português, desde 2012. Meu primeiro Campeonato Brasileiro foi com 14 anos. Desde 2013 tenho o Bolsa Atleta. Agora vou participar da categoria internacional, outro nível. Fico feliz de o governo olhar para o atleta", afirmou a goleira, uma das protagonistas do hexacampeonato do handebol feminino no Pan.
"A bolsa me ajuda muito nos treinos e campeonatos. Junto com o programa da Marinha e com o incentivo do meu clube, são as minhas formas de sustento", comentou Milena Titoneli, que se tornou a primeira mulher brasileira a conquistar o ouro no taekwondo.

"A gente precisa se dedicar 100%. A gente tem de colocar corpo e alma. Esse incentivo, para mim, veio da forma melhor possível. Nosso esporte não é reconhecido por muitos como profissional, algo que nos permita carteira assinada. Esse auxílio veio para estar com a gente no dia a dia. Eu sobrevivo com esse apoio", afirmou o ginasta Caio Souza, ouro por equipes e no individual geral em Lima, que faz parte da categoria pódio, a mais alta do programa, voltada para atletas entre os 20 melhores do ranking mundial.

Assim, até o início da quarta-feira, 40 bolsistas, de 11 modalidades diferentes, já subiram ao pódio na capital peruana. Das medalhas que vieram de atletas não contemplados pela bolsa, uma do esqui aquático, duas da patinação artística e uma do boliche são de esportes que atualmente não integram o programa dos Jogos Olímpicos.

A delegação nacional em Lima tem 485 atletas, que representam o Brasil em 49 modalidades. Desse total, 333 são integrantes do Bolsa Atleta, num investimento federal de R$ 14,6 milhões por ano. Um grupo de 68 atletas do Time Brasil na capital peruana recebe o Bolsa Pódio. Em dez das modalidades em que há presença brasileira, 100% dos atletas são bolsistas. Na natação e no atletismo, tradicionais no programa olímpico, são mais de 85% de bolsistas entre os convocados.

Rededoesporte.gov.br