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Estande da ABCD no CT Paralímpico foi um dos "hits" das Paralimpíadas Escolares 2019

publicado: 23/11/2019 12h01, última modificação: 18/12/2019 11h17

Veio a atleta da bocha em cadeira de rodas e lançou o dardo na coragem. Veio o menino da Classe 7 do tênis de mesa e acertou na ética. O integrante do goalball do Rio Grande do Norte mirou e atingiu a diversão e a alegria. Logo ali ao lado estava a representante catarinense do vôlei sentado jogando um quiz sobre valores essenciais do controle de dopagem. Com bandeira em punho e vestindo a camisa do #jogolimpo, também marcaram presença muitos dos integrantes da delegação de Rondônia.

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Foto: Gustavo Cunha/ Min. Cidadania

 

De forma resumida, essa é a descrição do intenso fluxo de atletas, técnicos, familiares e coordenadores no estande da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) nos três dias de disputa das Paralimpíadas Escolares. Considerado o maior evento esportivo do planeta para atletas com deficiência em idade escolar, a competição reuniu em São Paulo mais de 1.200 atletas entre 12 e 17 anos. Foram 12 modalidades disputadas no Centro de Treinamento Paralímpico entre os dias 20 e 22 de novembro. Nesse período, 650 pessoas, de todos os esportes e de todas as delegações, foram recebidas no espaço de 20 metros quadrados na entrada do CT.

 

Segundo Maria Fernanda Carraca, oficial da ABCD, o conceito adotado no estande foi aproveitar a competição para trabalhar um dos pilares da ABCD, a questão da educação. "É levar aos atletas de forma lúdica valores como ética, solidariedade, trabalho em equipe, honestidade, a questão da saúde, da coragem, princípios que são a base do programa de prevenção à dopagem", afirmou.

 

Por ser uma competição em âmbito escolar, em que o foco é menos o alto rendimento e mais a iniciação, a ABCD não realiza testes de dopagem, mas enfatiza, nas conversas com meninos e meninas, que a preocupação com alimentação, suplementação e ingestão de medicamentos é um processo natural para atletas que sobem para o degrau do alto rendimento.

 

"A gente aproveita a passagem deles para perguntar se eles conhecem o tema do controle de dopagem, se já ouviram falar, e conversamos sobre a responsabilidade de um atleta de alto rendimento sobre tudo aquilo que ingere", explicou Maria Fernanda. "Com isso, a gente tenta mostrar, pegando como exemplo os ídolos da modalidade que eles praticam, que o controle de dopagem é algo natural nessa progressão de carreira".

 

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Quiz sobre valores e conceitos do controle de dopagem. Foto: Gustavo Cunha/ Min. Cidadania

 

Abordagem lúdica

 

Para atrair a atenção dos meninos e meninas, o estande montado na entrada principal do CT Paralímpico montou um jogo de dardos em que o alvo era repleto de valores intrínsecos ao jogo limpo. Paralelamente, a ABCD trouxe um Quiz em uma grande tela touchscreen para que os adolescentes brincassem num jogo de adivinhações produzido pela Agência Mundial Antidopagem.

 

"Eles se divertem muito. No painel, a gente joga dardos com ventosas, tudo de maneira adaptada a todo tipo de deficiência, e temos o Quiz da Wada. A gente trabalha valores do espírito esportivo. Eles se divertem e ganham brindes, como o boné da campanha #jogolimpo. Aí a gente convida eles a fazerem fotos e publicarem com a hashtag. Muitas vezes, eles vêm, mostram as fotos e as curtidas. Assim, além de eles aprenderem, a gente propaga a campanha", contou Maria Fernanda.

 

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Delegação de Rondônia faz festa no estande: efeito multiplicador. Foto: Gustavo Cunha/ Min. Cidadania

 

A ação da ABCD nas Paralimpíadas Escolares se repete, também, nos Jogos Escolares da Juventude, que estão sendo realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil em Blumenau, em Santa Catarina, e em outros eventos voltados para as categorias de base. "A ABCD tem a sua atividade intrínseca da controle de dopagem, mas todos entendemos que a educação vem antes. Se a gente consegue fazer a prevenção nessa idade escolar, a gente resguarda os atletas quando eles chegam na fase competitiva. Estamos plantando uma semente de educação, conceitos, valores e princípios e apostando no efeito multiplicador desses valores", concluiu Maria Fernanda.

 

Vitória paulista

 

A edição de 2019 das Paralimpíadas Escolares terminou com a vitória da seleção de São Paulo, que somou 583 pontos. O estado de Santa Catarina terminou em segundo lugar (465,5 pontos), seguido pelo Distrito Federal (350 pontos). Os paulistas são os mais vitoriosos da história competição, com oito títulos no total. Esta é a quinta temporada consecutiva em que o estado termina na frente. Os paulistas também haviam sido os melhores em 2006, 2009 e 2011.

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Ascom - Ministério da Cidadania