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Jogos Escolares Sul-Americanos: muito mais do que uma medalha

publicado: 09/12/2018 10h17, última modificação: 02/12/2019 18h47

Os Jogos Escolares Sul-americanos Arequipa 2018, no Peru, foram muito mais do que a disputa pelo pódio. Durante uma semana, cerca de dois mil jovens de 11 países disputaram dez modalidades esportivas e, acima de tudo, tiveram contato com a cultura e as tradições dos países que compõem o Consude (Conselho Sul-americano de Esporte): Brasil, Peru, Argentina, Bolívia, Bonaire, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Suriname e Uruguai. Para os técnicos e membros da delegação do Brasil, os adolescentes, muitos deles atletas em formação, vivenciaram experiências que serão importantes para a formação do cidadão do bem por meio dos valores do esporte.

O representante do Ministério do Esporte do Brasil nos Jogos em Arequipa, Ernany Santos de Almeida, destacou a relevância de uma competição esportiva para jovens dessa faixa etária. “A participação da delegação de estudantes brasileiros é de fundamental importância para o engrandecimento e fortalecimento de nossos jovens atletas no que diz respeito a formação cultural e esportiva”, disse. “O intercâmbio com jovens de vários países traz a cada participante uma experiência de vida e amadurecimento e que será guardada para o resto de suas vidas. Isso ajudará a afastá-los das drogas e criminalidade, por exemplo, e vai ao encontro com a Política Nacional do Esporte”, concluiu.

A opinião é compartilhada por Éverson Ciccarini, o Vevé, chefe da delegação brasileira em Arequipa. Para ele os Sul-Americanos escolares são muito além da competição. “Nós trazemos para cá alunos de todas as redes de ensino: municipais, estaduais, federais e particulares. Se eu pudesse resumir o sentimento dos atletas em uma palavra seria ‘oportunidade’. Oportunidade de conhecer outros países, outras culturas”, explicou. Além do lado esportivo, queria revelar atletas para o alto rendimento, lado social desse tipo de evento é muito forte. “Tem atleta de escola pública que, talvez, essa seja a única viagem internacional na modalidade, já que muito não seguem no alto rendimento. Então não cria apenas o atleta, mas promove o desenvolvimento humano”, afirmou.

 

 

Um dos grandes conhecedores da natação brasileira, Alexandre Pussiledi, o Coach, viajou para Arequipa como delegado da modalidade nos Jogos Sul-Americanos Escolares. Para ele, a competição é muito importante para os jovens. “Já fui a quatro Olimpíadas, a dez campeonatos mundiais e nunca tinha ido a um sul-americano escolar. Pra mim é uma honra muito grande”, disse. “O esporte escolar é a integração do esporte com a escola. Ainda não podemos chamar de atletas de alto rendimento porque eles estão em desenvolvimento. Eles têm grande capacidade, o quer permite uma boa perspectiva para o esporte no futuro”, comentou.

Para Jiro William Kumagai, técnico da equipe masculina de tênis de mesa, além do contato com jovens de outros países, os Jogos permitem que os próprios brasileiros, vindos de várias regiões, possam entender a realidade do outro. “Para o atleta é um aprendizado e tanto. Sem contar que pessoas das própria delegações (das modalidades) do Brasil, têm realidades diferentes, são de lugares diferentes. Isso é muito legal”, opinou.

Um dos destaques da natação nos Jogos de Arequipa, com quatro medalhas de ouro e uma de prata, Witor Hugo da Silva, ressaltou a importância da competição e também da possibilidade de conhecer estudantes e atletas de vários cantos da América do Sul. “A gente ganha muita experiência participando de uma competição dessas. Para ver a qualidade dos outros países, conhecer novas culturas e fazer novas amizades”, revelou.

 

 

Segundo Nícolas Cauan Nardelli, atleta medalhista de prata no vôlei, o esporte permite que muitos sonhos sejam realizados. “É minha primeira vez viajando para outro país para competir e é uma sensação ótima. Maravilhoso. O esporte é tudo para mim. É o que eu quero para minha vida. Sempre”, comentou.

 

 

Rafael Brais, de Arequipa
Ministério do Esporte