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José Roberto Reynoso chega ao tetra no tradicional Concurso Nacional Indoor de Saltos da Sociedade Hípica Paulista

publicado: 29/09/2019 21h25, última modificação: 02/12/2019 18h47

A capital paulista recebeu, neste domingo (29.09), 22 dos principais conjuntos brasileiros na disputa do Concurso Nacional de Saltos Indoor, na Sociedade Hípica Paulista. A tradicional competição foi realizada em duas etapas. A primeira previa um percurso de 400m com 13 obstáculos de até 1,60m, a ser cumprido em até 83s. A segunda, só com os 12 melhores da primeira fase, reunia outros 13 obstáculos, em nova disposição, para serem cumpridos em até 69s.

Foto: Abelardo Mendes Jr/ Ministério da Cidadania

Ao fim da disputa que levou em conta o resultado das duas passagens, o vencedor foi uma figurinha carimbada. O paulista José Roberto Reynoso Fernandez teve apenas uma falta nos dois percursos e chegou ao quarto título da competição (2010, 2017, 2018 e 2019), o terceiro seguido com a mesma montaria, Azrael W. A prata ficou com Alberto Bento Sinimbu, montando Quidam Forever, e o bronze com Thiago Mattos, com Sulki do Santo Antonio.

"Mais importante do que as vitórias consecutivas é a vitória com o mesmo cavalo. Ele é realmente magnífico. É meu melhor amigo e meu pior amigo em algumas situações, mas amo ele de paixão e ele contribuiu demais para mais essa conquista", comentou José Roberto. "É mais uma história que a gente escreve. É muito prazeroso e gratificante", completou o cavaleiro, que treinou dos cinco aos 22 anos na Sociedade Hípica Paulista e há outros 20 anos pratica a modalidade em Santo Amaro.

O Secretário Especial do Esporte, Décio Brasil, acompanhou a prova e participou da cerimônia de premiação aos vencedores. "Faz parte da nossa atividade apoiar todos os esportes. O evento aqui é de grande importância não só para o hipismo, mas para o esporte nacional. Aqui estão alguns dos melhores conjuntos do país. No âmbito federal, temos hoje 24 cavaleiros olímpicos contemplados pelo Bolsa Atleta", afirmou o secretário.

Para o presidente da Confederação Brasileira de Hipismo, Ronaldo Bittencourt Filho, o evento na capital paulista é um dos melhores do país e das Américas em termos de estrutura. "No Brasil é um grande destaque. Ser indoor é um grande diferencial. A competição reúne os melhores do Brasil, e a relevância está não só na prova, mas nos aspectos sociais", afirmou.

"Nós aproveitamos os intervalos para divulgar outras modalidades do hipismo, temos eventos de música à noite e uma parte voltada para crianças lá fora, inclusive com pôneis para incentivar meninos e meninas a se apaixonarem pelo esporte", completou. Entre os atrativos adicionais à prova principal neste domingo estavam apresentações da modalidade rédeas, em que os cavaleiros precisam mostrar domínio, técnica e manobras feitas com leveza, e uma prova que tinha um misto de "carro e cavalo". Nessa competição em tom mais de lazer, os conjuntos precisavam saltar obstáculos baixos com velocidade. Depois, o cavaleiro descia da montaria, saltava sozinho um último obstáculo e entrava em um carro ao lado de um piloto para superar obstáculos ao veículo.

Foto: Abelardo Mendes Jr/ Ministério da Cidadania

Investimentos federais

O investimento federal anual no grupo de 24 atletas olímpicos contemplados pelo Bolsa Atleta é de R$ 567,9 mil. O programa da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania também chega a dez atletas paralímpicos no hipismo, num investimento anual de R$ 189,3 mil. O secretário Décio Brasil pontuou ainda os resultados expressivos conquistados pelo hipismo no Pan de Lima, no Peru, e as boas perspectivas olímpicas da modalidade.

 

Foto: Abelardo Mendes Jr/ Ministério da Cidadania

No Pan de Lima, o hipismo nacional conquistou cinco medalhas. Foram dois ouros, no salto por equipes e com Marlon Zanotelli, no salto individual, esta último o primeiro do país na história dos Jogos Pan-Americanos. A equipe nacional também saiu com uma prata no Concurso Completo de Equitação e dois bronzes, no adestramento por equipes e no CCE individual, com Carlos Parra. Os resultados renderam nove vagas olímpicas para os Brasil nos Jogos de Tóquio, em 2020, nas três modalidades do hipismo.

"O hipismo brasileiro sempre aparece como modalidade com expectativa de bons resultados. Às vezes por detalhe nesse nível, no alto rendimento, ficamos dentro ou fora do pódio, mas o Brasil sempre desempenha um excelente papel", avaliou Décio Brasil, que chegou a disputar competições de salto e de polo quando era mais jovem. "Na juventude vivi próximo a centros que tinham cavalos e eu costumava montar. Na academia militar, competi e cheguei a ganhar provas, mas foi só naquela fase", disse.

 

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Concurso Nacional Indoor de Saltos da Sociedade Hípica Paulista

Deodoro

Outro investimento federal expressivo no hipismo se dá no âmbito da infraestrutura. O Ministério da Cidadania é responsável por parte das instalações do Complexo Esportivo de Deodoro, no Rio de Janeiro, que recebeu aporte de R$ 951 milhões em reformas e modernizações para receber os Jogos Olímpicos Rio 2016. Com o fim do megaevento, o Exército Brasileiro cuida da manutenção do Centro Nacional de Hipismo, que é utilizado no dia a dia de forma mista, tanto por civis quanto por militares, e contempla as modalidades de Adestramento, Concurso Completo de Equitação e Saltos. O complexo reúne quatro pistas de salto com piso de areia irrigada. Uma delas conta com arquibancada coberta. Há ainda um picadeiro coberto, pista de cross country de 6km, além de pista de aquecimento e de galope, hospital veterinário e 240 baias.

 

Ascom - Ministério da Cidadania