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Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), na UFRJ, comemora 30 anos

publicado: 30/11/2019 00h09, última modificação: 13/12/2019 18h52
Professores, pesquisadores e autoridades participaram da cerimônia que celebrou o funcionamento do único laboratório da América do Sul acreditado pela WADA

Inaugurado em 1989 e reinaugurado em 2015, o Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), comemorou 30 anos nesta sexta-feira (29.11). Contando com a presença de professores, pesquisadores e autoridades, a cerimônia celebrou o funcionamento do único laboratório da América do Sul acreditado pela Agência Mundial Antidopagem (WADA, na sigla em inglês) e responsável pelos testes dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

 

"É uma alegria e um privilégio poder participar desta cerimônia que homenageia o LBCD por seus 30 anos de atuação", disse o secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Décio Brasil. "Gostaria de prestigiar essa parceria vitoriosa que estabelecemos com a UFRJ por meio do LBCD, que tem proporcionado resultados notáveis na área de controle de dopagem".

 

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Taís Rocha/Min. Cidadania

 

O LBCD integra o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec), também do Instituto de Química da UFRJ, e atua como espaço acadêmico para ensino, pesquisa e extensão, além da realização de análises de amostras para o controle da dopagem no esporte. Para a operação olímpica, recebeu um investimento federal de R$ 163,6 milhões, para a construção do novo prédio e compra de modernos equipamentos.

 

Além disso, são despendidos cerca de R$ 5 milhões por ano para a realização de exames. Na última quarta-feira (27), por meio de um Termo de Execução Descentralizada, a Secretaria Especial do Esporte repassou quase R$ 890 mil para a UFRJ para a aquisição de kits de coleta (sangue e urina), caixas e bolsas de transporte de amostras para a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

 

"Essa é uma parceria muito importante desde a época do Ministério do Esporte, visando ao compromisso olímpico na Rio 2016. De lá para cá, essa parceria tem amadurecido bem e sido fortalecida", afirmou Décio Brasil, ressaltando que o LBCD é um dos três laboratórios do Hemisfério Sul credenciados pela WADA. Em todo o mundo, atualmente há 26 laboratórios acreditados.

"A ABCD e o LBCD são dois irmãos com objetivos próprios, mas um atendendo o outro de maneira sensacional. O amparo que a gente tem aqui no LBCD é espetacular", afirmou o diretor de operações da ABCD, André Siqueira. "Que vocês mantenham o LBCD firme no propósito. A ABCD também vai continuar fazendo a sua parte, de proteger o esporte limpo e ético no país", assegurou.

 

Para o gerente de Educação e Prevenção ao Doping do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Christian Trajano, o LBCD é um dos maiores legados deixados pelos Jogos Olímpicos ao país. "Ainda maior do que essa estrutura, todos os equipamentos e a modernidade que o laboratório carrega, são as pessoas que o fazem. As pessoas deste laboratório fazem dele uma excelência mundial", elogiou.

 

Professor emérito da UFRJ e coordenador do Ladetec, Francisco Radler também ressaltou o ganho recebido pelo local com a realização do megaevento no Brasil. "É um legado que os Jogos Olímpicos deixaram para a universidade, e temos o compromisso de fazer bom uso desse legado. Acho que estamos em excelentes mãos aqui", afirmou. "Estamos evoluindo para uma família em prol de um esporte mais limpo, igualitário", completou.

O marco de 30 anos emocionou professores e funcionários que fizeram parte da história do LBCD. "Este laboratório é um orgulho para a nossa universidade brasileira porque aqui se faz ensino, pesquisa e extensão de qualidade", ressaltou Cássia Curan, decana do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza. "Foi um esforço que fizemos em prol da educação e da pesquisa no Brasil", reforçou.

 

A cerimônia também contou com a presença da pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ, Denise Guimarães, do diretor do Instituto de Química, Cláudio Mota, e do coordenador-geral do LBCD, Henrique Pereira, que apresentou a história do laboratório e prestou homenagens a diversas pessoas que participaram das três décadas de funcionamento do LBCD.

 

Ana Cláudia Felizola – Ministério da Cidadania