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Leandro Cruz conhece em Rostov escola que é uma fábrica de campeões olímpicos

publicado: 18/06/2018 00h00, última modificação: 22/01/2020 12h59
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Fotos: Paulo Rossi/ME

São 80 anos de tradição esportiva. A Escola da Reserva Olímpica, em Rostov, cidade do sudoeste da Rússia que recebeu o primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo, é uma fábrica de talentos. Foram formados em suas salas de aula 62 medalhistas olímpicos – 22 deles subiram ao lugar mais alto do pódio. A título de comparação, o Brasil, em toda a história dos Jogos Olímpicos, conquistou 128 medalhas, sendo 30 de ouro. Esse exemplo de sucesso no esporte educacional recebeu nesta segunda-feira (18.06) a visita do ministro do Esporte, Leandro Cruz, que esteve em Rostov para assistir à estreia brasileira no Mundial.

 

Leandro Cruz foi recebido pelo ministro dos Esportes da Região de Rostov, Samvel Arakelyan, e pelo diretor da escola, Andrey Shlyapnikov. O ministro brasileiro conheceu parte da estrutura do colégio, que tem 505 alunos a partir dos 10 anos. "É uma grande satisfação ser apresentado a um modelo de ensino que une a formação clássica e o treinamento esportivo. Temos muito a aprender com a experiência russa."

 

Para ingressar na Escola da Reserva Olímpica e ter acesso a uma estrutura de excelência em 28 modalidades, o aluno precisa mostrar aptidão e resultados esportivos. "Quando o jovem chega aqui, sabe que se trata de um lugar de formação olímpica. Nossos resultados nos dão o direito de dizer que somos uma fábrica de campeões", definiu Arakelyan, que também é treinador de remo, com direito a ouro olímpico.

 

 

O ministro brasileiro conversou com alunos-atletas de esgrima, presenciou um treino de pentatlo moderno e chegou a distribuir autógrafos no pátio externo e no campo de futebol. "Dentro do Parque Olímpico da Barra, já temos centenas de crianças praticando modalidades como judô, wrestling e ciclismo. Mas precisamos aprimorar a formação esportiva em escolas clássicas, oferecendo treinamento de alto rendimento", avaliou Leandro Cruz.

 

O diretor Andrey Shlyapnikov destacou a tradição brasileira em artes marciais e modalidades de praia: "Seria muito interessante estabelecer uma parceria, uma troca de experiências", sugeriu. Arakelyan completou: "A alegria típica do brasileiro é um exemplo a ser seguido, no esporte e na vida".

 

Mesmo que não chegue ao pódio, o aluno da Escola da Reserva Olímpica terá garantido, ao se graduar no ensino médio, um diploma técnico de educação física. "Abrimos no ano passado o curso superior. Agora participamos da vida dos nossos estudantes dos 10 aos 21 anos", disse o ministro russo.

 

Também participaram da visita o embaixador do Brasil na Rússia, Antonio Salgado, o secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, André Argôlo, a secretária da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Denise Cunha, o vice-ministro regional de Finanças, Evgeniy Mamichev, e o deputado federal Maxim Shchablykin, coordenador do grupo de amizade parlamentar Brasil-Rússia.

 

Paulo Rossi, de Rostov (Rússia)