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Ministério do Esporte lança Laboratório de Estudos da Ciência do Futebol de Campo, Futsal e Beach Soccer

publicado: 03/04/2018 00h00, última modificação: 24/01/2020 16h46
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Foto: Marco Senna/ME

O Ministério do Esporte, por meio da Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor (SNFDT), lançou nesta segunda-feira (02.04), na Arena Carioca 2, no Parque Olímpico da Barra, o Laboratório de Estudos da Ciência do Futebol de Campo, Futsal e Beach Soccer, em parceria com a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A iniciativa tem como finalidade difundir a interlocução entre estudiosos, professores e campeões mundiais para fortalecer as modalidades.

 

O laboratório funcionará no Parque Olímpico e terá a coordenação do técnico tetracampeão do mundo, Carlos Alberto Parreira, reconhecidamente um profundo estudioso do futebol, que já projetou o primeiro desafio do seu grupo de trabalho: "Nossa primeira missão será analisar o futebol praticado na Copa da Rússia, formular um detalhado relatório com o que de novo surgir, a partir de uma análise crítica e construtiva e apontar caminhos e tendências decorrentes de nossa observação. Queremos que esse laboratório deixe um grande legado fora de campo".

 

Secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, André Luís Argôlo destacou a importância de se ter Parreira à frente do laboratório, uma chancela de credibilidade aos estudos que serão realizados. "O professor Parreira nos deu a honra de aceitar o convite para participar deste projeto, e queremos que esse laboratório seja referência. Ele vai funcionar diariamente produzindo conteúdo e terá também aulas presenciais do curso de pós-graduação no futebol. Esse é o primeiro de outros laboratórios que pretendemos implementar no país", explicou o secretário, salientando que todos terão acesso às pesquisas; confederações, federações, clubes e demais entidades esportivas.

 

A Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor formalizou parceria com a UFRJ por meio do Termo de Execução Descentralizada para equipar o laboratório com todo o material necessário às pesquisas. "Daremos todo o apoio logístico para proporcionar aos acadêmicos um ambiente propício aos estudos", concluiu o secretário Agôlo.

 

A cerimônia de lançamento do laboratório contou também com a participação do secretário-geral da CBF, Walter Feldman; do líder do Grupo de Estudos da Ciência do Futebol de Campo, Futsal e Beach Soccer da UFRJ, professor Luiz Antônio Verdini de Carvalho; da vice-diretora da Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ, professora Angela Bretas; do professor do Curso de Especialização em Futebol da UFRJ e Gerente de Desenvolvimento Técnico, Responsabilidade Social e Sustentabilidade da CBF, Diogo Netto; e do técnico da seleção brasileira de beach soccer, Gilberto Costa, além de um grupo de cerca de 50 alunos do curso de pós-graduação em futebol da UFRJ.

 

Inteligência coletiva

No comando da equipe brasileira de beach soccer, Gilberto deu um testemunho prático de quão é importante o estudo científico dentro do esporte para gerar um melhor rendimento de uma equipe. Ele citou que por meio desse tipo de informação, vem realizando um trabalho extracampo com seus jogadores, calcado na inteligência coletiva. "Só com o talento do jogador não se ganha mais campeonato. O processo de pesquisa e estudo na área do esporte é muito importante. As informações científicas serão sempre bem-vindas", atestou Gilberto.

 

Por sua vez, Diogo Netto disse que o estudo em torno do tema futebol é tão importante que recentemente esteve na Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e sugeriu a formação de um grupo de produção de conteúdo científico. "Este laboratório que está sendo lançado agora será importante porque vai criar uma rede nacional de equipes de pesquisa e ensino direcionadas ao futebol, o que só vai enriquecer o esporte", avaliou.

 

Walter Feldman destacou a relevância da ciência no esporte somada à avaliação de rendimento no trabalho da seleção brasileira. "Isso tem agregado um enorme valor no trabalho, que vem dado ótimos resultados", avaliou.

 

Marco Senna, do Rio de Janeiro
Ascom – Ministério do Esporte