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Na ONU, representante do Ministério do Esporte propõe combate ao assédio sexual a atletas

publicado: 14/03/2018 00h00, última modificação: 29/01/2020 16h31
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Foto: Divulgação

A 62ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW 62, sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas, começou nesta segunda-feira (12) e se estende até o dia 23, em Nova York, nos Estados Unidos. A edição do mais importante evento da ONU que trata sobre a situação da mulher no planeta tem a participação de uma delegação brasileira, chefiada por Fátima Pelaes, secretária nacional de Política para Mulheres, e formada por membros de órgãos governamentais do país, todas mulheres.

 

O tema geral do encontro mundial é o empoderamento da mulher no trabalho rural, levando em conta a importante participação feminina na agricultura do planeta. Mas nesta terça-feira (13) a representante do Ministério do Esporte no encontro, Raquel Mota, levantou uma importante bandeira que foi aclamada tanto pelas participantes da CSW 62 quanto para a delegação brasileira em Nova York: o combate ao assédio contra atletas.

 

"Com base no que vimos aqui recentemente na seleção de ginástica olímpica dos Estados Unidos, que depois de muitos anos veio à tona, veio a ideia. A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) já tem todo o trabalho, o corpo técnico, com psicólogas. Quando dei a ideia da gente fazer isso no âmbito do esporte, o pessoal da SPM ficou muito feliz. Na verdade elas já têm toda a estrutura montada, é só adequar para a parte do esporte, e não seria uma dificuldade. Então a ideia inicial seria chamar o COB, a CBC, CPB e talvez até a CBF. Queremos combater, ter tolerância zero com a violência sexual no esporte", disse Raquel.

 

A proposta de discussão partiu dos recentes casos que vieram à tona nos Estados Unidos, quando mais de 100 de mulheres, entre elas estrelas da seleção de ginástica olímpica norte-americana, contaram sobre casos de abusos que sofreram pelo então médico da equipe nacional Larry Nassar, que foi sentenciado a até 175 anos de prisão pelos crimes cometidos.

 

Thiago Rizerio
Ascom - Ministério do Esporte