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Projeto Xingu Olímpico pretende levar esporte profissional a povos indígenas

publicado: 07/02/2020 16h40, última modificação: 07/02/2020 16h42
Ideia desenvolvida pelas confederações de Canoagem, Tiro com Arco e Wrestling foi apresentada ao secretário Especial do Esporte

Tiro com arco, canoagem e luta são alguns esportes que integram, com as suas variações, as histórias milenares dos diferentes povos indígenas. Para incentivar a prática destes esportes entre os habitantes do Parque Nacional do Xingu, três confederações brasileiras (Canoagem, Tiro com Arco e Wrestling), além do próprio Comitê Olímpico e da Universidade Federal e do governo de Mato Grosso apresentaram o projeto Xingu Olímpico ao secretário Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.

 

“Esse projeto tem tudo a ver com o nosso trabalho na Secretaria Especial do Esporte. É um trabalho de inclusão que vai aproximar a comunidade indígena das políticas que nós desenvolvemos aqui. Além disso, trabalharemos para trazer os indígenas para competir juntos com os outros atletas em competições nacionais e, quem sabe, em um breve espaço de tempo, poderemos ter indígenas compondo as equipes nacionais que disputam os grandes eventos esportivos mundiais”, comentou o secretário especial do Esporte, General Décio Brasil.

 

Projeto Xingu
Foto: Francisco Medeiros / Secretaria Especial do Esporte

 

O objetivo é possibilitar a integração de atletas indígenas com as seleções brasileiras das modalidades participantes do Xingu Olímpico e dar a oportunidade para que eles se tornem atletas profissionais e participem de grandes competições.

 

“Estou muito emocionado porque conseguimos dar um grande salto hoje em um projeto que vai transformar o nosso esporte, vai ser um grande pool que poderá levar indígenas para os Jogos Olímpicos Paris 2024”, afirmou João Tomasini Schwertner, presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).

 

“É um sonho antigo, estamos há um bom tempo trabalhando para conseguir colocar esse projeto em prática e agora, com todos esses apoios, eu saio muito feliz em saber que fizemos um bom trabalho”, fala Vicente Fernando Blumenschein, presidente da Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTArco).

 

Para implementar os polos esportivos será necessário a aquisição de novos equipamentos, elevar o nível técnico dos atletas para a utilização dos materiais, além da preparação de técnicos e auxiliares técnicos indígenas para dar o suporte nos treinamentos. Em uma outra frente, haverá formação de árbitros indígenas de nível nacional e internacional.

 

“Mostrar a cultura da luta brasileira pelo esporte será uma oportunidade para o mundo”, destacou Francisco José Pessoa Fernandes Junior, representante da Confederação Brasileira de Wrestling (CBW).

 

Também haverá um trabalho na área científica que será desenvolvido pela Universidade Federal do Mato Grosso, e que vai virar um projeto de dissertação como apontou Carlos Fett, representante do Nafimes / UFMT (Núcleo de Aptidão Física, Informática, Metabolismo, Esporte e Saúde da Universidade Federal do Mato Grosso).

 

A reunião ainda contou com as presenças de Marcos La Porta, vice-presidente do COB; Ione Carvalho, diretora do Departamento Material do Iphan e idealizadora do Projeto Xingu; Jefferson Carvalho, secretário adjunto de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso; Paulo Domingues, assessor especial para Assuntos Político Institucionais da Senadora Leila Barros e também o Cacique Álvaro Tukano - etnia Tukano - Alto Rio Negro, Amazonas.

 

Ascom – Ministério da Cidadania, com informações da CBCa