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Técnicos e colaboradores do Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte realizam workshop para discutir melhorias nos processos

publicado: 04/10/2019 13h30, última modificação: 02/12/2019 18h47

Uma iniciativa do Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte (DIFE), da Secretaria Especial do Esporte, promoveu nesta sexta-feira (04.10) um workshop entre os técnicos e colaboradores do setor, responsável pela Lei de Incentivo ao Esporte. A proposta foi realizar um mapeamento dos processos e de possíveis gargalos para discutir como o trabalho pode ser aprimorado pela equipe e facilitado para os proponentes. 

“Este é um projeto piloto de todo o ministério. Mapeamos os processos como a gente faz. Aqui no workshop, estamos discutindo os problemas dentro do processo, o que na visão dos técnicos do DIFE há de gargalo ou oportunidade de melhoria. As equipes vão passar por todos esses problemas, que elas mesmas levantaram, e depois apresentar uma solução”, explica o diretor do DIFE, Antonio Alcantara. Segundo ele, a próxima fase será de modelagem dos processos, “para que sejam mais ágeis, menos burocráticos, mais amigáveis com o proponente e com o técnico”, acrescenta. A ação de mapeamento para melhoria dos processos de trabalho do DIFE está sendo conduzida pela Coordenação-Geral de Gerenciamento de Processos e Projetos da Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Governança (CGPP/SPOG) do Ministério da Cidadania.

Alcantara explica ainda que a iniciativa surgiu da necessidade de atualização da legislação e para atender recomendações da Controladoria-Geral da União (CGU). Assim, outra medida adotada é a atualização do sistema da Lei de Incentivo ao Esporte, onde são cadastrados os projetos, também com o objetivo de tornar os procedimentos mais eficientes. Paralelamente, o grupo trabalha em uma alteração da Portaria nº 269, que dispõe sobre todas as etapas dos projetos esportivos, desde a avaliação e aprovação até o monitoramento e a prestação de contas.

“O pacote que vamos apresentar no fim do ano é o novo sistema de informática, os processos modelados com as melhorias apresentadas e a legislação dando suporte”, adianta o diretor. “Esse resultado vai refletir no plano de ação do ministério para os outros departamentos e secretarias”, completa. O secretário especial do Esporte, Décio Brasil, acompanhou a discussão dos colaboradores no workshop. “Todos os gargalos que existem no processo de incentivo e fomento, com base na Lei de Incentivo ao Esporte, estão sendo estudados pelo próprio grupo, e eles mesmos vão propor as soluções para cada uma das dificuldades. Isso é um trabalho importante. De vez em quando a gente tem que dar uma parada, dar um freio de arrumação na casa, para que as coisas se tornem mais fluidas e beneficiem os proponentes”, avalia Brasil.

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Workshop - Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte

Troca de experiência Os participantes também aprovaram a iniciativa. “Essa interação é excelente para o aprendizado da equipe, nos ajuda a entender melhor as áreas e o fluxo do departamento”, comenta Solange Souza, chefe de divisão da Coordenação Geral de Desenvolvimento da Política de Financiamento ao Esporte. “No DIFE temos muito trabalho. Aqui nesse ambiente a gente confraterniza e tem tempo para conversar sobre os problemas do dia a dia”, opina Michelle Moisés, chefe de divisão de Incentivos Fiscais. “O volume de trabalho é muito grande. A gente recebe mais de mil projetos ao ano. Espero que todo esse levantamento facilite um pouco nosso dia a dia”, acrescenta. “Por enquanto estamos em um mapeamento interno para conhecer quais problemas temos. Ainda não sabemos como isso vai impactar lá na frente e de que forma será trabalhado esse levantamento que estamos fazendo, mas, de antemão, já dá para saber que o que a gente pensa importa. Temos uma forma de colaborar na gestão de pessoas, nos processos internos como um todo, dar sugestões de como melhorar”, comenta Linéia Rodrigues, auxiliar administrativo. Para o diretor do DIFE, o objetivo final de todo o processo é que, com as ferramentas mais amigáveis aos proponentes e os problemas solucionados, a sociedade também seja beneficiada. “Nós somos gestores de política pública. A gente tem que apresentar o esporte como ferramenta de inclusão social e cidadania, mas como fazer isso se temos deficiência de capacitação nos executores das políticas públicas?”, indaga. “O objetivo maior é conseguirmos ser esse instrumento”, define Antonio Alcantara.

 

Ana Cláudia Felizola – Ministério da Cidadania