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Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem tem nova presidente

publicado: 30/07/2018 00h00, última modificação: 21/01/2020 14h54
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Criado pela Lei 13.322 de 2016, o Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJDAD) tem nova presidente. A advogada da União (AGU) Tatiana Nunes dará continuidade ao trabalho iniciado por Luciano Hostins, que agora faz parte da área jurídica do Comitê Olímpico do Brasil (COB). A vice-presidência ficou com o major Guilherme Faria da Silva. Ambos são membros do TJDAD desde a sua criação.

 

"Qualquer um de nós, com a experiência que adquirimos nesse tempo de maturação do tribunal, teria a possibilidade de assumir a presidência. Acredito que posso dar continuidade ao trabalho feito pelo Luciano, com a experiência que tenho na administração pública", afirma Tatiana. "A nossa lei de criação foi uma das primeiras a prever a paridade de gênero, então, como mulher, também é uma vitória", completa.

 

O tribunal é composto por integrantes nomeados pelo Poder Executivo, por entidades da administração do desporto e por entidades sindicais dos atletas. De acordo com o Regimento Interno, o presidente é eleito por três anos pela maioria dos votos dos membros, permitida uma recondução.

 

Para a nova presidente, o momento é de consolidação. "Do ponto em que partimos até hoje, já temos uma compreensão bem mais substancial de todos os atores envolvidos", acredita Tatiana. "A ideia é deixar tudo organizado e funcionando de maneira eficiente, tanto no trabalho de repressão quanto no de prevenção da dopagem", avalia.

 

A criação do TJDAD foi uma exigência da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), que determinava que o país tivesse um único tribunal para julgar todos os casos de dopagem, independentemente da modalidade, avaliação que deixou de ser feita pelos tribunais das confederações.

 

Ministério do Esporte